unraccord

JLG, a acossar a linguagem desde 1959



Godard é de saudar que ainda existes, que resistes. Desde o teu bendito primeiro filme que falas sempre da mesma coisa, da "linguagem", que como bem dizes "é a casa onde se abriga o homem". Também tu sabes que alguns filósofos são cães danados e algumas ideias filosóficas perigosas para o mundo. Atreves-te a ser um pensador com as imagens e os sons, profanas os mistérios da vida e do cinema e nas tuas irreverentes e às vezes insolentes respostas abalas o cinema e perturbas os cinéfilos, olhando-nos de frente. Disfarçado com a pele do cinema, usas as expressões faciais de Keaton, moves-te como Chaplin e sem uma Anna na tua vida e o cinema na tua cabeça já terias morrido. Salve Godard.