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Cinema Paraíso

Nuovo Cinema Paradiso (1988) de Giuseppe Tornatore. Emociona-me este filme porque me devolve a magia que encontrava na escuridão de uma sala de cinema, a película e o seu som nas bobines do projector, as imagens etéreas que através de um cone de luz criavam o espaço onde me refugiava na minha infância. Esta é a minha grande tristeza no século XXI, ter perdido o paraíso de um grande ecrã de uma sala de cinema. Não é apenas saudosismo é constatar que o progresso, as inovações tecnológicas não substituem a grande arte do século XX: o Cinema.
As salas de cinema vão desaparecendo das cidades e não são os suportes digitais, dvd e sucedâneos que restituem a real e única recepção possível de um filme clássico que foi pensado e realizado para um grande ecrã. Por esta crucial razão as cinematecas são instituições fundamentais para a preservação e acesso a um património cinematográfico e em vez de limitar as suas funções o que deve ser feito é precisamente o contrário, ampliar a sua acção a todas as cidades do país e dessa forma permitir o acesso aos filmes que constituem a grande memória cinematográfica.